Ou dá, ou desce!

Ser gentil. Oferecer um drink. Puxar a cadeira no restaurante. Abrir a porta do carro. Mandar flores. Esses seriam alguns gestos favoráveis a um início de relacionamento. Ou nem tanto assim. Talvez o ideal seria chegar batendo na mesa, cuspir no chão e falar um entoável palavrão. Dizer que vai ligar amanhã e só mandar um “sms” na semana seguinte, ou enviar um cartão escrito à mão dizendo o quanto a noite anterior foi agradável e especial.

Agradar uma mulher não é uma tarefa das mais simples. E duvido muito que ainda venha a existir algum tipo de manual. É tudo uma questão de feeling. Afinal de contas, não existem regras, nem comportamento padrão. Rotular uma mulher é mais difícil que rotular uma banda. Se você faz tudo certo, é um bundão. Se faz tudo errado, é um canalha. Se ela diz SIM, na verdade quer dizer não. E vice-versa. Às vezes, um “tudo bem” pode ser um “nem morta”. Ou um “não estou muito a fim” ser um “porque você não faz logo?”.

Elas diriam: “- Tem que ser moderado. Nem muito bonzinho nem muito cretino. Uma balança entre os dois.” E as mais exigentes que teimam em se achar minimalistas: “- Só precisa ser bonito, cheiroso, independente, ter um bom emprego, dinheiro na carteira, sem filho, sem ex-mulher, não fumante, que não tenha um fusca ou um chevete, não use cuecas furadas, não saia pra beber com os amigos na sexta-feira à noite, não goste de futebol com a galera no domingo à tarde, não reclame das minhas roupas curtas nem fique bravo quando estou no salão. Que repare nas minhas roupas novas, note o 1 dedo de cabelo que cortei, e me elogie pela manhã quando acordar despenteada ou sem escovar os dentes. Só isso já tá bom, não precisa muita coisa.”

Aquela garota adorável, sensível, meiga e carinhosa pode também se tornar seu pior pesadelo. E as mais revoltadas, extrovertidas e “beberronas” podem ser pessoas dóceis e carentes, esperando o momento de se tornar a mulher da sua vida. Trocando por miúdos, nem tudo que é notável é o que apresenta de fato. E nem tudo que você não vê, não quer dizer necessariamente que não exista. Entender uma mulher, principalmente nos dias de hoje, é mais paradoxal do que o niilismo e mais intuitivo do que Huxley. Se a verdade não existe, a declaração “a verdade não existe” é uma verdade, provando-se, portanto, incorreta.

Uma resposta para “Ou dá, ou desce!”

  1. universoparalelo2 Diz:

    Muitoo bomm viu !

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